Superintendente do Banco da Amazônia esteve presente em Brasiléia





A aposentada Alzira Azevedo Ferreira de 81 anos faleceu nesta segunda-feira (9) enquanto aguardava atendimento no banco da Amazônia localizado no município de Brasiléia. O estado de saúde de Alzira era delicado, porém o saque do dinheiro só poderia ser feito pela própria aposentada. Familiares acreditam que o tempo de espera e a falta de atendimento prioritário contribuiu para a morte da idosa.
A sobrinha da vitima, Maria Rodrigues da Silva, 24 anos, conta que a tia morava no Ramal Santa Quitéria, localizado na BR 317 e foi submetida a uma viagem de nove quilômetros sendo carregada, doente, dentro de uma rede. O deslocamento foi feito para que Alzira pudesse sacar o dinheiro de sua aposentadoria de viúva e que só poderia ser realizado com a presença da idosa na agência.
Maria Rodrigues ainda conta indignada que os próprios funcionários da agência não deram prioridade ao caso de sua tia e diz: “Quando fui até o caixa eletrônico e pedi ás pessoas que ela não enfrentasse fila, um funcionário foi grosseiro e disse que somente a minha tia poderia ir lá e sacar o dinheiro”. Nesse momento, dona Alzira já estava passando mal dentro do carro no estacionamento da agência.
O atendimento médico foi feito, porém a idosa não resistiu ao enfarto e veio a falecer no local. O corpo foi entregue à funerária para que o preparasse e em seguida o entregasse para os familiares para sepultamento.
A família acredita que a demora no atendimento foi uma das causas principais da morte da idosa, dessa forma os familiares garantem que irão registrar o boletim de ocorrência e lutar pelos seus direitos.
Reclamações sobre o atendimento aos aposentados
De acordo com o site local do município de Brasiléia, O Alto do Acre, a deficiência no atendimento aos aposentados é antiga. Em datas específicas como inicio e fim de mês, é possível perceber a super lotação na agência e a precariedade no atendimento. O repórter, Alexandre Lima, reporta : “A maioria dessas pessoas, são viúvos(as), soldados da borracha e moram na zona rural de Epitaciolândia e Assis Brasil, que são assistidos por uma única agência em Brasiléia. Várias denuncias já foram feitas e mesmo assim, a superintendência localizada na Capital, nada faz”.

Fonte : Alto Acre