Antes de vir ao Brasil, Marcel Biato participou de uma reunião no Consulado Brasileiro em Cobija, Capital do Pando, com o Secretário de Segurança Pública do Acre, Reni Graebner, o secretário adjunto de segurança Pública, Ermício Sena, cônsul, funcionários e advogada do consulado.
Durante a reunião foi debatida a atuação do Exército Boliviano em ação militar na região de fronteira (Capixaba-Acre), sem comunicado às autoridades brasileiras. Por intermédio do comandante do 4° BIS, Danilo Mota Alencar, e do delegado da Polícia Federal, Edmilson dos Santos Barbosa, o embaixador recebeu informações detalhadas da incursão do Exército Boliviano em território brasileiro.
Ao final do relato, o embaixador avaliou que o "prejuízo diplomático" está no fato de a operação militar boliviana não ter sido comunicada às autoridades brasileiras e garantiu: "Ao contrário do que vem sendo afirmado pelos brasileiros que moram em terras bolivianas, não existe nenhum acordo em relação a datas para que todos saiam da região".
Informalmente, foram discutidas outras questões que envolvem o reassentamento dos brasileiros que vivem na área de fronteira, no lado da Bolívia. Uma delas diz respeito à transferência, para o lado brasileiro, do rebanho criado por essas famílias em terras bolivianas. A preocupação das autoridades diz respeito à saúde dos animais, já que o Acre é atualmente zona fora de risco de aftosa, o que permite ao estado exportar carne para mercados internacionais.
Domingo, dia 13, o embaixador Marcel Biato participou de uma reunião na prefeitura do Município de Capixaba, a 76 km de Rio Branco, com as presenças do Secretário adjunto de Direitos Humanos, Waldeci Nicácio, prefeito Joásis dos Santos, vereadores e representantes dos pecuaristas ameaçados de expulsão pelo Governo Boliviano. Também estiveram presentes Danilo Mota, comandante do 4º BIS e o Superintendente Regional do Incra, João Thaumaturgo Neto.
Após a reunião na Prefeitura de Capixaba, o embaixador foi conhecer a "Vila Bela Flor". Conversou com moradores das duas vilas e sentiu a preocupação dos comerciantes com possíveis retaliações que possam sofrer dos brasileiros, pois todos vivem em função do comércio e das boas relações entre os dois povos.
Do lado boliviano, as famílias aproveitaram para pedir ao embaixador que intervenha junto às autoridades do Brasil para que a energia elétrica chegue às suas casas, uma vez que do lado oposto do ramal há luz para atender os brasileiros.


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